Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
sexta-feira, agosto 04, 2006
Mambembes planos
Mambembes planos
de mudar de vida:
derreto-me no cenário.
Papo despretencioso na ribalta
escondem raras oportunidades .
Tento pescá-las
aperfeceiçoar compromissos
raros e espalhados.
Ainda quero amar mil mulheres.
Séculos vazios
O cair das máscaras embaralha
identidades e predestinações.
Em pleno século vinte e um
tiramos caixas dentro de caixas
na última caixa não tem um anel,
ela está vazia.
Século dos vazios?
Silêncio de conteúdos?
Aquela música sertaneja (sic)
no último ponto do dial de volume
de meu anônimo vizinho
obriga-me a tapar as orelhas.
Os loucos estão cada vez mais próximos
estranhamente próximos.
O mundo transborda destes bardos
desrespeitosos e maléficos.
Precisamos de novos destinos.
identidades e predestinações.
Em pleno século vinte e um
tiramos caixas dentro de caixas
na última caixa não tem um anel,
ela está vazia.
Século dos vazios?
Silêncio de conteúdos?
Aquela música sertaneja (sic)
no último ponto do dial de volume
de meu anônimo vizinho
obriga-me a tapar as orelhas.
Os loucos estão cada vez mais próximos
estranhamente próximos.
O mundo transborda destes bardos
desrespeitosos e maléficos.
Precisamos de novos destinos.
sexta-feira, julho 28, 2006
Pais caretas, filhos rebeldes e vice-versa
Critiquei caretices de meus pais
Fizeram filhos revolucionários
Eu não
Não critico mais
Parabenizo-os.
Fizeram filhos revolucionários
Eu não
Não critico mais
Parabenizo-os.
quarta-feira, julho 26, 2006
Não é fácil ser humano
Não me lembro do lugar onde nasci
Sei que era uma cidade de pedras
Um rio uma usina
Muitos homens
Nasci estradeiro
Rodas de caminhão eram os alicerces
Das casas de minha infância
Até que meu pai se cansou
De arrastar filhos atrás do trabalho
Paramos numa beira de estrada
Cresci e tornei-me humano
Não é fácil ser humano
Um dia senti minhas pernas fortes
E segui minha rota 66
Até hoje estou nesta estrada infinda
De encruzilhadas sedutoras
De paisagens variáveis
Ora agrestes selvagens
Ora florestas montanhosas
Mundo sempre me deixa boquiaberto
Hoje não mais conseguimos ficar sozinhos
Impossível esconder nossas identidades secretas
Super heróis são inconcebíveis
Sem RG e CPF
Sem endereço para pagar IPTU
Sem renda e não pagar IRPF
Encerro minha carreira de herói
Mas não é fácil ser humano.
domingo, julho 23, 2006
Ventos homens ventam
Ventos passam sem deixar traços
Ventos não param para pensar
Nunca se sabe a direção de onde vêem
Nem quais folhas farão cair
Nem que árvores irão balançar
Homem que segue como os ventos
Ama na relva dos campos floridos
Ventos param quando querem
Brisas nas cenas de amor
Homens passam pelos ventos sem dor
Para viver nos extremos da coragem
Passam a vida como os ventos.
Ventos não param para pensar
Nunca se sabe a direção de onde vêem
Nem quais folhas farão cair
Nem que árvores irão balançar
Homem que segue como os ventos
Ama na relva dos campos floridos
Ventos param quando querem
Brisas nas cenas de amor
Homens passam pelos ventos sem dor
Para viver nos extremos da coragem
Passam a vida como os ventos.
Viver à sombra
Viver ao sol
Causa câncer de pele
Viver com outra pele
Distancia do sol
E do brilho das estrelas
Viver à sombra
Provoca escassez de cálcio
Enfraquece as estruturas do indivíduo
E desvia a personalidade.
Carrego para a vida
Um guarda-sol transparente.
Equívocos da realidade
Vaso manchado por respingos
De meu amor platônico
Aquela mulher das paragens de Goiás
Sempre me faz lembrar
Dos equívocos da realidade:
Estar sem ser
Viver sem querer
Seguir para ficar
Movimentar para não mudar
Falar para não pensar
Escrever para não ler.
Paradoxos de minha poesia
Metáforas de amor escaldado
Pelo sol de tardes invernais.
De meu amor platônico
Aquela mulher das paragens de Goiás
Sempre me faz lembrar
Dos equívocos da realidade:
Estar sem ser
Viver sem querer
Seguir para ficar
Movimentar para não mudar
Falar para não pensar
Escrever para não ler.
Paradoxos de minha poesia
Metáforas de amor escaldado
Pelo sol de tardes invernais.
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