Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
CURTA Nº 16
Na trilha do Amor
símbolos de Vênus.
Tomei um
e ofereci-me a uma donna.
Meu primeiro sexo público
com uma desconhecida:
mas amei pensando n'Ella.
sábado, dezembro 18, 2010
CURTA Nº 15
Sonhar contigo
tempo antigo
cabeleiras e cetins.
Fotos desbotadas
tardes amareladas
colinas e marfins.
CURTAS Nº 13 (mel)
Comprei um pote de mel
de flores silvestres.
Provei-o com o dedo.
Lembrei-me de uma boca
tive saudades de um beijo.
Senti, na língua, a doçura de um corpo.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
PALAVRAS E SILÊNCIO
Palavras, algumas,
precisam ser gritadas
para existirem,
depois dicionarizadas.
Palavras, outras,
melhor sussuradas,
seja ao vento
e longe encaminhadas,
seja às orelhas
de uma amada.
Palavras, umas,
preferem ruídos e chiados
em ressonância transmitidas.
Palavras, comuns,
soam normalmente suaves
por pessoas visivelmente calmas,
sem grandes apelos dos sentidos.
Mas o silêncio, este,
só entendido por outro silêncio.
Aquele de dentro,
cultivado por poucos
nada normais medianos.
Às vezes lúcidos.
Quem ama o silêncio
é capaz de amar um mundo.
Até mesmo outra pessoa.
sexta-feira, novembro 19, 2010
RELEITURAS ROSEANAS 12
Do engano, fabrica-se acertos.
O erro, certifica-se em cartório:
falseia-se e averdadeira-se,
faz-se de contas que foi tragédia.
Ajustada nas batentes jornadas
comedia-se, renovada história.
O antes torto, retifica-se
o excêntrico, circunferencia-se.
Tudo se acerta na vida
apesar de árduas trajetórias:
deuses e demônios são transitórios.
Assinar:
Comentários (Atom)