Sou produtor de artefatos imaginários
religados em alguma poesia
(atenção à poesia, cara pálida.
afinal, sou índio urbano).
Meus artefatos surgem nos equinócios
duram até os solstícios.
Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
domingo, maio 22, 2011
sexta-feira, maio 13, 2011
CURTA 75
Amor não tem medidas,
no entanto sempre me pergunto:
quanto Ella ainda me ama?
Vinte centímetros de largo
ou dois copos d'água de fundo?
no entanto sempre me pergunto:
quanto Ella ainda me ama?
Vinte centímetros de largo
ou dois copos d'água de fundo?
sexta-feira, maio 06, 2011
CURTA 74
Doo-te meu sangue. Beba-o.
Inocule-o em tuas veias.
Inocule-o em tuas veias.
Use-o para eternizar teu sorriso.
Leve um pouco de minha fúria de vida
do mesmo modo que me puseste no colo
nos meus tropeços de menino.
terça-feira, maio 03, 2011
CURTA 73
Nasci aos trinta anos.
Uma mulher postula: - Venha.
Antes? eu me enrolava
em arames farpados.
Cresci aos trinta e cinco anos.
Morena de topete propõe:
- Ame. Descortinaram-se horizontes.
Uma mulher postula: - Venha.
Antes? eu me enrolava
em arames farpados.
Cresci aos trinta e cinco anos.
Morena de topete propõe:
- Ame. Descortinaram-se horizontes.
sexta-feira, abril 29, 2011
CURTA 72
A cidade dos asteriscos
nasceu para crescer pequena.
Avançou sobre rios
enterrou seus brejos.
Chora em todas as chuvas.
quinta-feira, abril 28, 2011
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