"Conhecer as manhas e as manhãs":
seis décadas para aprender
coisas simples triviais.
Aprender, às vezes,
dói mais que dente nascendo.
(para Fernanda Villani)
Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
domingo, junho 05, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
CURTA 81
Dominados os demônios
inferno nem tão quente parece:
cambaxirras cantam sol da manhã
flores de bulbos alinham jardins.
Pássaros e plantas, símbolos de possibilidades
nas batalhas infernais.
CURTA 80
Depois da última tempestade
certo vazio de mim se apropria
quando escrever não comporta simpatia
apenas preguiça um pouco tardia.
certo vazio de mim se apropria
quando escrever não comporta simpatia
apenas preguiça um pouco tardia.
CURTA 79
Última porta do atual inferno fecha-se.
Bons e maus momentos
no calor das inquietações
e demoníacas intrigas
em corredores multicoloridos.
domingo, maio 22, 2011
CURTA 78
Ruas de mão única
Impedem-me de voltar.
Revir, rever, reviver,
Melhor nos boulevards
Das reminiscências indeterminadas.
CURTA 77
O tempo passa quando o vidro escurece.
Antes e depois um vai-vem
De pessoas andarilhas
Às quais tenho, por obrigação
Nutrir suas inconsistências.
CURTA 76
Sou produtor de artefatos imaginários
religados em alguma poesia
(atenção à poesia, cara pálida.
afinal, sou índio urbano).
Meus artefatos surgem nos equinócios
duram até os solstícios.
religados em alguma poesia
(atenção à poesia, cara pálida.
afinal, sou índio urbano).
Meus artefatos surgem nos equinócios
duram até os solstícios.
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