Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
quinta-feira, agosto 16, 2012
CURTA 173
A mídia nos conta um conto
sem nos permitir inventar um ponto.
Então, prefiro os contos de fada
aos contos da mídia.
CURTA 171
Quando eu digo SOME,
não é para sumir,
é para somar.
Quando eu digo TOME,
não é para se apropriar,
é para beber.
Quando eu digo NADA,
não é a expressão do vazio,
é para cair na água.
terça-feira, agosto 14, 2012
CURTA 170
Lá não é um lugar,
é um instante preciso.
Só existe porque lá estive
em algum momento de minha vida
e o instalei em minha memória.
Lá não é um sítio:
é um ponto de inflexão
na curva espaço-tempo.
segunda-feira, agosto 13, 2012
CURTA 169
No espaço entre o forro e o telhado,
uma ninhada de pardais.
Local acessível apenas a pássaros.
Sono maior que sentimentos pardológicos,
transportei ninhos para árvores do quintal.
Agora durmo tranquilo.
CURTA 168
Conte uma história
para manter o mundo em órbita.
Só a imaginação nos salva
da aridez das ideias plantadas no deserto.
Escuto e alimento meus calangos!
sexta-feira, agosto 10, 2012
CURTA 167
Ímpetos de realizações maldosas
trombam com educação doméstica.
Conselhos de mãe são pragas do Egito:
condenaram-me à generosidade e humildade.
Sinto-me incapaz de foguear a casa
ou por à terra o pirulito da Praça Sete.
Ainda posso lutar contra os ventos.
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