Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
segunda-feira, novembro 11, 2013
CURTA 219
A palavra, às vezes, é desnecessária
entre pessoas de ideias comuns.
A palavra, às vezes, é inútil
entre pessoas com ideias diferentes.
Vivo silêncios assim:
interessantes com uns,
desconfortáveis com outros.
Em silêncio evito aspas.
CURTA 218
O passado, tão incerto,
(cada vez que lembro
recordo diferente)
como pode ter me trazido
aos dias de hoje?
Como pode ter gente
em destino tão crente?
CURTA 217
A moça do banco da frente
eleva os cabelos, enrodilha-os
e mostra o ...
Uau! Que pescoço!
Merece uma mordida.
Nhack! Fez o tapa que levei
parodiando o Rei.
quinta-feira, outubro 31, 2013
CURTA 216
Quer falar comigo?
Um minuto de silêncio!
Tempo de ler seus pensamentos,
imaginar mundo sem ruídos,
escutar canto de pássaros,
telepatizar nossos assuntos.
Para início de conversa.
domingo, outubro 13, 2013
Desnumerado
Nem todos são Drumond,
nem todos tem leitores,
nem todos escrevem para um público,
no entanto, quem escreve merece respeito.
sábado, outubro 12, 2013
CURTA 215
Impodere-te, desdobre-te.
empodere-te de teus acasos,
dobre-te naquelas curvas
de maceônicas estradas,
iluminte-te com leves inquietações.
Cuide-me em teus poderes
como cenário de teus olhares.
OBJETOS 51
Objetos para desdobramentos imponderáveis:
lunetas astronômicas para mirar Vênus,
iluminado planeta de nossos entardeceres;
mapas para observação da Lua
e seus mares serenos desaguados;
poemas escritos em sinais de fumaça
registros de instante fugaz na eternidade.
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