Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
sexta-feira, novembro 14, 2014
PROJETO 05
PROJETO PARA RESIGNIFICAR CRÍTICAS RECEBIDAS
PROBLEMA - Eu lavo a louça, ficou ruim; capricho na culinária, o gosto não agrada; faxino a casa, deixei poeira; programo uma viagem, não era aqui que eu queria vir, você não ouviu minha opinião; escrevo um poema de amor, a rima está pobre; eu faço, tá mal feito; eu não faço, sou preguiçoso; eu me enervo, não precisa se irritar com tão pouco; eu fico calmo, me irrita sua lerdeza. Como ouvir as críticas com paciência e alegria?
OBJETIVO: Resignificar a crítica, transformando-a em narrativa pedagógica, quem sabe uma poesia (com rima rica).
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
1 - Ler José Ramos Tinhorão duas vezes por dia, se colocar no lugar dos músicos alvos de suas críticas, e achar graça.
2 - Imaginar-se lendo a crítica detonadora de seus escritos no caderno de cultura do jornal de domingo e ter um orgasmo solitário.
3 - Encerrar-se em um quarto escuro ouvindo dezenas de pessoas pagas para falar mal de você, durante uma hora, ao mesmo tempo, e sair do quarto feliz da vida.
4 - Acreditar que todas as críticas são construtivas, enriquecedoras e obrigatórias para o crescimento pessoal e profissional e cantar "What a Wonderful World" junto com Louis Armstrong.
5 - Transar, ela (ou ele) em cima de você, tendo orgasmos múltiplos e dizendo que você é um(a) péssimo(a) amante, e lançar para ela (ou para ele) um olhar de Humphrey Bogart para Ingrid Bergman no final do filme Casablanca.
RESULTADOS ESPERADOS: Vivenciar todos os procedimentos acima e, ao final, se achar o Rei (a Rainha) da Bala Chita, o (a) Maximus, o (a) Inesquecível, o (a) Supra-sumo da auto estima, o (a) Maravilhoso(a). E então pedir um sorvete de pimenta na sorveteria da esquina. Ah, e escrever um poema sobre a inutilidade de se chatear com as críticas.
quarta-feira, novembro 12, 2014
SOMBRAS
Sombras no verão
são bem recebidas.
sombras no coração
melhor despercebidas
deslocadas
distanciadas
esmaecidas
clareadas
transformadas
em luzes coloridas.
sexta-feira, outubro 03, 2014
NOTAS DE LEITURA EM REVISTA DE BORDO 23
1. Um limão ralado: coloque um limão no congelador e raspe-o com casca. A casca, dizem, tem mais vitaminas que o suco, e raspas de limão sobre alguns alimentos dá um sabor especial. Segredo de chefs.
2. Que o turismo é uma área de negócios promissora eu sabia. O que eu não sabia é que existe um profissional chamado "turista". Pois é, existem turistas profissionais que viajam e escrevem sobre o que encontram em suas peregrinações.
3. Estou longe de ser um turista profissional, mas este ano, que tem ainda uns três meses para terminar, já visitei algumas boas cidades desse meu mundinho. Vejam a lista, fora de ordem, ou na ordem da lembrança: São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos, Águas de São Pedro, São Pedro, Piracicaba - SP, Rio Piracicaba - MG, João Monlevade, São Gonçalo do Rio Abaixo, Vitória, Vila Velha, Nova Lima, Rio Acima, Goiânia, Brasília, Sobradinho, Santo Antônio de Goiás, Palmas, Campo Grande, Santa Luzia, Confins, Contagem, Betim, Buenos Aires, Ushuaia, Estância Rolito, Rio Grande, Punta Arenas, Ilha de Magdalena, Cerro Portilho, Puerto Natales, Lago Grey, Mirador del Plaine, El Calafate, Perito Moreno, El Chalten, Belo Horizonte. Nada mal para um turista amador e acidental.
4. Encerro aqui as notas de viagem. As revistas de bordo estão mudando, dizem que estão se profissionalizando, e estão ficando muito chatas. Tentarei fazer coisas mais interessantes em minhas próximas viagens.
terça-feira, setembro 30, 2014
EU E MEUS NOMES
Meu primeiro
nome é Paulo,
o último é
Ventura
com mais
dois no meio (Cezar Santos).
Meus pais me
chamam de Paulo Cezar
- os únicos –
meus irmãos
apenas de Paulo
e muitos
amigos também.
Amigos
queridos me chamam de PC,
dois filhos
me chamam de pai
outros dois
de Paulo
minha neta
de vovô
alguns
sobrinhos de Tio Paulo.
Alguns
primos de Paulinho
dois velhos
amigos de Paulão
(nem sou tão
grande, mas...).
Em situações
de trabalho é Paulo Ventura
às vezes com
um Senhor na frente.
Na França me
chamam de Monsieur Ventura
com acento
no á (Venturá);
na
Inglaterra de Mister Ventura
com acento
no é (Véntura).
Em algumas publicações
que fiz
usei três
pseudônimos:
Falcão
Pelegrino,
Urbano
Lumière
Ou simplesmente
PCVentura
que é meu
usuário na Internet.
Reconheço
todos os nomes,
mas quem sou
eu de fato?
Segredos que
não conto:
apenas duas
pessoas o sabem:
uma delas
sou eu.
domingo, setembro 07, 2014
ELIXIR DA JUVENTUDE
Hoje conheci um cara
de noventa e dois anos de idade.
Alegre
Jovial
Saltitante
feliz.
Uma pergunta:
que te faz tão jovem?
qual o elixir mágico da alegria de viver
e se mostrar tão feliz?
Simples, ele disse.
É só ficar de olho nas meninas
e segui-las
como se os sonhos
se localizassem em suas curvas
e nos seus caminhares.
Lições de sabedoria!
quinta-feira, setembro 04, 2014
NOTAS DE LEITURA EM REVISTA DE BORDO 22
1. Shakespeare, o mais traduzido e encenado autor de todos os tempos, jamais escreveu um livro. Escrevia panfletos e os vendia. Grande parte de sua obra se perdeu.
2. Existem duzentos e cinquenta micro-cervejarias artesanais no Brasil. Minha dúvida é se elas fabricam micro-cervejas ou macro-cervejas. Em Nova Lima - MG existem uma boa parte delas.
3. Algumas paisagens foram imortalizadas por grandes artistas: Chagall e a Torre Eiffel; Katsushika Hokusai e o Monte Fuji; Monet e Giverny (próximo a Paris); Van Gogh e Auvers-sur-Oise (também perto de Paris); Manet e Veneza; Pissarro e Montmartre; Tarsila do Amaral e Rio de Janeiro.
4. Isaac Karabtchevsky fez oitenta anos. Celebração com música, claro.
5. Enquanto isso, Iberê Camargo faria cem anos, se vivo estivesse. Celebração com pinturas, claro.
6. Acho bom prestarmos atenção à arte das ruas. É lá que as coisas acontecem, não dentro desse avião, com revista de bordo muito auto-referente.
terça-feira, agosto 26, 2014
CURTA 238
Amarelou-se o ipê de minha rua:
normal para a época nua
de nuance colorida.
Anormal é a beleza que ele esparrama,
rara no diagrama
da paisagem ressequida.
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