Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
sábado, junho 13, 2015
HOJE
Cada poeta que morre é apenas uma luz que se apaga: a poesia fica. Eternamente.
Valeu, Fernando Brant. Sua vida não foi pequena, valeu a pena.
quinta-feira, junho 11, 2015
CURTA 244
Os mortos não ouvem os sinos
que seus passamentos anunciam.
Aos vivos os sinos sonorizam,
a vida é o que eles celebram.
quarta-feira, maio 27, 2015
CURTA 243 - GOTA DE LUZ
Minha gota de luz cresceu
e se reproduziu.
Encheu meu copo de luz.
Bebi em sala de penumbra.
Em vez de iluminar-me,
tive uma indigestão luminosa.
Regurgitei claridades.
quinta-feira, maio 07, 2015
QUANTA DE LUZ, QUANTA LUZ
A luz sublima no horizonte.
Vem do Sol
e na Terra se consome
ou se consolida,
fotonicamente, em quanta.
Quanta luz me ilumina
me bolina
ninguém me imagina
em reflexos
perplexos
clareados,
sem purpurina.
domingo, abril 12, 2015
A BAILARINA
Eu, ela, a bailarina
folhas secas, a bailarina
galhos secos, a bailarina
terra vermelha, a bailarina
Stravinsky, a bailarina
a consagração, a bailarina.
No pé da montanha ensolarada
às cinco da tarde, a bailarina
o sol, a bailarina
Nós vós eles, a bailarina
a dança dos micos, a bailarina.
Eu danço minha imobilidade
no passo da bailarina
que se passa em bicho
que se chega a monstro
que se reforma em gente,
na perdição da Arte.
(para Dudude, a bailarina)
quarta-feira, março 25, 2015
CURTA 242
Eu escrevo
mas não sou quem eu descrevo.
Minha representação escrita,
não sei se sou melhor ou pior.
O texto vem a meu chamado.
Eu não. Regateio.
sábado, março 21, 2015
CURTA 241
Entre a rainha da beleza
e a sombra escondida na sala
apenas um passo, caído.
O brilho dos olhos se apaga,
a memória, se recria.
Pelo menos.
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