Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
domingo, fevereiro 28, 2016
ARRITMIA
Minha alma vagueia nos imprevistos
meu sorriso solo se desabilita a abrir
meu corpo se cansa de correr em caminhos
minha mente se estabiliza em acordes
meu coração pulsa em arritmias.
Tenho vontades só para dormir e quietar
folgar o lápis para não escrever em desalinho.
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
CURTA 261
quinta-feira, janeiro 28, 2016
CURTA 260
Olhei em volta,
flutuava no branco.
Pousei, encontrei pessoas
que não reconheci:
deu branco!
quinta-feira, janeiro 14, 2016
CURTA 259
Começo o ano
com mão quebrada
e falta de afeto.
Começo o ano
com pouca ação
e muito projeto.
Mesmo assim
o ano começa
com pouco de mim.
terça-feira, dezembro 29, 2015
CURTA 258
Cuidava de flores no jardim,
onde haviam pedras.
Tinha uma pedra no meio do caminho do jardim
e pedras rolam.
E quebram nossos dedos,
não quebram nossa alma,
nem nossa vontade.
segunda-feira, dezembro 14, 2015
TRINTA, OU CINQUENTA?
Mirei uma mulher
pouco mais de trinta
todas formosuras no lugar.
Parecia desenhada por Ziraldo
sem exageros de traço ziraldino.
Ancas largas
cintura fina
seios na medida certa
rosto belo.
Pus-me a matutar:
eu, com mais de sessenta,
teria a oportunidade de deitar-me,
uma vez que fosse,
com mulher tão linda?
No entanto, (consolo?)
uma contra-matutagem ocorreu-me:
teria ela a sabedoria
de mulher mais de cinquenta
para que pudéssemos
juntos amanhecer
uma segunda vez?
sábado, dezembro 12, 2015
CURTA 257
Um fandango não escreve sobre a morte
nem espera sentado por ela.
Ele sonha com a vida
critica e curte suas incertezas
para esquecer a certeza do fim!
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