Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
sexta-feira, outubro 28, 2011
CURTA 133
Imagens são como sombras:
assustam nossa consciência,
lembram-nos dos trajetos
nos quais nos perdemos, uns,
ou nos reencontramos, outros.
São guardiãs de nossa memória
e de nosso medo da morte.
OBJETOS 16
Objetos para vestir mulheres:
enredos tecidos nas cinturas,
batas decotadas com mangas bufantes,
flores no cabelos em caracóis,
batons avermelhados nas bocas,
marotices nos olhares alongados.
APRENDER A CHORAR
Chorar,
aprendizado importante
dos últimos anos.
Necessário amadurecer?
Espero que não.
Lágrimas: desçam à vontade.
Lavem meu rosto,
dele tirem a poeira dos anos.
Façam das rugas, regos.
Águas que não evaporam
chegam ao mar.
E deixam espaço aos risos.
quinta-feira, outubro 27, 2011
OBJETOS 15
Objetos para sustentar vícios:
imagens da mulher delícia,
caixotes de armazenar malícia,
bilhetes de viagem para Galícia
destemperar minha vida patrícia.
sexta-feira, outubro 21, 2011
CURTA 132
Oportunidades vem com ventos
- ob portus -
Boas navegações
perseguem ventanias
abrem portas.
Cuidado, com pequenas ondas.
- ob portus -
Boas navegações
perseguem ventanias
abrem portas.
Cuidado, com pequenas ondas.
terça-feira, outubro 18, 2011
CURTA 131
Não ganhei o abraço,
não presentei-a com o livro.
A musa evaporou-se entre as fendas
de um portal iluminado.
Não olhou para trás,
não viu minha interrogação muda.
domingo, outubro 16, 2011
CURTA 130
Escrevo poemas curtos
por falta de tempo
embora sobre espaço
em minhas quatro dimensões.
Escrevo poemas sóbrios
por falta de luz
embora sempre ébrio
em meus desiluminados portões.
por falta de tempo
embora sobre espaço
em minhas quatro dimensões.
Escrevo poemas sóbrios
por falta de luz
embora sempre ébrio
em meus desiluminados portões.
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