Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
sexta-feira, março 13, 2009
Medida de valores
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Espectador e espectáculo
Sou um espectador,
quero o espectáculo
quero a obra de arte
não a realidade empírica da vida.
Essa, eu a vivo cotidianamente
mesmo sabendo que ela nos engana.
O espectáculo, quero transforma-lo em realidade.
De qualquer modo,
a vida é um fenômeno
(espectáculo) puramente estético
onde espectador e actor se mesclam
na contemplação e no saboreamento
dos prazeres clássicos quase imortais
desde Homero e Sófocles.
FILOSOFIA DE CARNAVAL
Existência do mundo
é fenômeno estético
ou é a estética do mundo
um fenômeno aleatório?
Sequência de jogos de dados
duplo seis transforma natureza
evoluindo não se sabe para onde?
Ou existência do mundo,
fenômeno das probabilidades
sequenciamento frutuoso do caos?
O artista é um pessimista
puro e romântico?
Otimistas, por opção intelectual,
não tem chances nas artes?
No carnaval, visto-me de palhaço
e aprendo melhor a rir
ou fantasio-me de mulher
e aprendo melhor a amar
ou me transformo em calango
e aprendo a melhor ver as entranhas
dos muros de pedra.
O encantamento dionisíaco das metamorfoses
por momentos, apesar das realidades,
permitindo viver um pouco além delas,
é o encantamento singular do carnaval.
Agora, aprender com as metamorfoses,
é assunto pessoal.
domingo, fevereiro 08, 2009
As sombras e as almas
sexta-feira, setembro 19, 2008
DE TERNO RISCADINHO
Vesti meu terno riscadinho:
- ele jamais me decepcionou.
Quando ajeito-o sobre a pela
coisas interessantes acontecem.
Morena exuberante
finge necessidade de informação
para aproximar-se.
Não ganho na loteria
mas a sorte sorri para mim
ou sorri de minha elegância
desajeitada.
Sempre fui amante de bota,
indigo blues e camisa polo,
mas o terno riscadinho
tira-me de minha rotina
e peço chá de flores azuis
ao cair da tarde
no lado sul da cidade,
ou ouço uma música alegre
que me lembra uma saudade
deixada no passado
no perdido da vida
esquecida na vila
desenhada além da montanha.
Separo-me do terno riscadinho
no início da madrugada,
deixo-o pendurado no cabideiro
onde possa vê-lo ao acordar.
sábado, agosto 16, 2008
RIO
RIO
sexta-feira, junho 27, 2008
ALEGRIA A ALTO CUSTO
Não procuro alegria a todo custo:
Mas quando ela vem
mesmo aos pedaços
mesmo devagarinho
ainda que titubeante
quiçá trôpega
embora cambaleante
faz um bem desproporcionado.
Como faz!