Poesias urbanas, do cotidiano, da natureza das coisas, são temas do poeta. Seu universo poético varre, principalmente, os poemas curtos, incluindo haicais e aldravias, além de outros, sínteses de variadas inspirações filosóficas e mundanas.
quarta-feira, agosto 07, 2019
segunda-feira, julho 22, 2019
RELEITURAS ROSEANAS 33
O sertão: esses seus vazios
Carregam segredos das pedras
E o indizível silêncio de dentro
Do oco do vão dos buracos.
O sertão: pássaros calculam
O completo giro da lua
E um punhado quente de vento
Sopra entre duas palmeiras.
O sertão: à noite vem
E o céu embola seus brilhos
Trazendo saudades de ideias
Levando saudades de coração.
O sertão: perto de suas águas
Até eu me sinto feliz
E o barulho de pés em gotas
Me faz entrar no rastro dela.
O sertão: tem lua recolhida
Grande dentro de mim
Tem conversa continuada
Noite em mim, adentro.
quarta-feira, julho 17, 2019
RELEITURAS ROSEANAS 32
O sertão me
espera
Com um céu
azul e branco
E um caboclo
nas nuvens
Apontando-me
o caminho.
O sertão me
encontra
De cerrados
abertos
Com presépio
eterno
E carrancas
domadas.
O sertão se
encaixa em mim
Como peça de
montar,
Como chamego
de mulher
E sorriso de
menina.
O sertão se
move em mim
Como vento
que chega manso
No aconchego
da noite
Movendo lua
e estrelas.
O sertão
permanece em mim
Como prótese
no osso
Artrose de
muitas juntas,
Chama queimando
meu umbigo.
O sertão já
está em mim.
Assinar:
Comentários (Atom)