segunda-feira, julho 10, 2006

Alguém pode me jogar um laço?



Pessoas de Peixes:
Emotivos, sensitivos, intuitivos
(afirmam astrólogos).
São demais os motivos
para sonhar tão alto
e não ter os pés no chão.

Alguém pode me jogar um laço
trazer-me de novo para a terra?
Ar rarefeito próximo das nuvens
prejudicam minha respiração.

Quero o chão

cheio de pedrinhas ferindo meus pés
Pleno de lesmas e minhocas.
Vermes ajudam a manter o otimismo
naqueles sonhos largos
em noites frias sem fogueiras acesas.

sábado, julho 08, 2006

Hoje não é um sábado qualquer

Amor e fraternidade
Poesia e lirismos
Leituras do jornal no café da manhã
Belas visões para um sábado qualquer.
Não é um sábado qualquer:
Hoje levantei-me preguiçoso
Tanto trabalho a realisar
Nada a provocar sonhos idílicos.
Realidade é bem outra
Escritores dos cadernos culturais
parecem não ler as primeiras páginas
Do mesmo pasquim cotidiano.
Em que gramado rola minha bola?

quinta-feira, julho 06, 2006

É preciso ousar

Tensão entre Vênus e Urano
Rejuvenesce amor e outros sentimentos
enraízados em corações humanos.
É preciso ousar
na busca da liberdade
do livre arbítrio
e na defesa dos valores individuais.

Quem rompe amarras
arrasta o inesperado
assusta e fascina.

quarta-feira, julho 05, 2006

Leituras dos rastros

Saber ler os rastros dos bichos

Pode significar a sobrevivência na selva

Qualquer selva

Mesmo na selva urbana.


Saber ler os garranchos de minhas palavras

Pode ser a minha sobrevivência

De escrevente,

Quiçá poeta.


Saber ler os sons dos instrumentos

E colocar palavras neles

Significa sobrevivência da música

E dos músicos.


Minha grande frustração:

Não sei tocar um instrumento.

Só conjugo o outro verbo tocar,

O de meter o bedelho onde não sou chamado.

Mirando silêncios



Gosto de olhar o silêncio -
melhor das reinvenções
dos tempos pós-modernos
Tempos de ruídos nas ruas
excesso de vozes em ALTO falantes
Sobram palavras nas bocas humanas
bocas que falam pelos coltovelos.
Músicas sobrando nas rádios
Motores a combustão grunindo nos asfaltos.

Reiventemos o silêncio
Aquele silêncio de pássaros cantando
de água rolando nos rios
de rios sossobrando nos mares.
Pessoas no máximo conversando baixinho
tecendo ruídos apenas de passos
e de corações batendo.


Reinventemos, pois, o silêncio
Até que meus olhos possam vê-lo
e interpretá-lo visualmente.


domingo, julho 02, 2006

TRIÂNGULOS


/
Eu
adoro
triângulos
retos, isósceles
escalenos e amorosos.

Eles têm um certo ar
transgressor
perverso
vil.
/


Sobre hinos e copas



Em tempos de copa do mundo
aprende-se:

O hino do México
mata e destrói os inimigos
mas deseja-lhes túmulos honrados.